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Jornada de 40 horas: o que o mercado global já pratica
A redução para 40 horas é novidade para muitas empresas brasileiras, mas não para as multinacionais.
O teto constitucional vai cair dos atuais 44 para 40 horas semanais em até um ano e dois meses. Para medir o impacto real na operação, o melhor caminho é observar a prática do mercado global.
Quando a CLT foi consolidada, em 1943, o limite era de 48 horas. Apenas em 1988 a jornada caiu para 44 horas. A transição atual exige adaptação rápida das empresas locais, mas não é novidade para os grandes concorrentes globais: as multinacionais instaladas no Brasil já precificam suas estruturas de custo com base em 40 horas.
- Estados Unidos: a legislação federal (Fair Labor Standards Act) define o padrão de 40 horas semanais.
- Japão: a Lei de Normas Trabalhistas estabelece o mesmo teto de 40 horas.
- Alemanha: a força das negociações coletivas faz a jornada de mercado variar, na prática, entre 36 e 40 horas semanais, embora a Arbeitszeitgesetz permita até 60 horas com compensações.
Enquanto muitas empresas brasileiras ainda buscam entender como adaptar suas escalas, as multinacionais já praticam a jornada de 40 horas sem sacrificar a margem. É preciso ajustar o passivo do divisor salarial e antecipar os acordos coletivos antes da chegada de ações trabalhistas de alto custo.
Publicado originalmente no LinkedIn de Diego Amâncio Dias.